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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Comer, rezar, amar + Comprometida

Por: Amanda
Aproveitando o lançamento do filme Comer, rezar, amar, vou  falar dos dois livros de Elizabeth  Gilbert: Comer, rezar, amar e Comprometida.

Comer, rezar, amar é parte auto biografia e parte relato de viagem, conta a espécie de ano sabático que Gilbert resolve empreender depois de um divórcio traumático e a crise financeira resultante dele. Ela
parte primeiro para a Itália para fazer um curso de italiano (língua que sempre quiz aprender mais que nunca teve tempo). Lá, além de aprender italiano, ela conhece várias pessoas interessantes, faz turismo e come (muito). Depois de 4 meses ela parte para um ashram na Índia, onde tem pela frente 4 meses de meditação e trabalho. Lá ela conhece um cowboy yogue, um monge que tem um romance pela internet, e a "divina arte" de ter paciência , além de meditar, trabalhar e.. meditar. A seguir, os 4 últimos meses, ela passa na Indonésia.
É lá onde a viagem fica mais divertida: entre curandeiros tradicionais e pessoas de várias partes do mundo, ela conhece o Felipe, o brasileiro por quem ela se apaixona.

O  mais legal desse livro é que todo mundo (mulheres principalmente) que chega aos 30 anos passa por um
período de angústia e questionameto. No caso dela foi o casamento e o divórcio. Mas mundo afora, sempre tem aquelas mulheres de 30 que fizeram todas as escolhas certas e chegam plenamente realizadas à "era de Balzac" iniciam  a 3º década da vida com uma boa crise. Nem todas tem a chance que ela teve de parar tudo e refazer a vida, mas dá um certo conforto saber que isso é possivel. Acredito que esse é o que faz as mulheres gostarem tanto desse livro.

Em Comprometida, a autora, ainda se relacionando com o  Felipe, tem a (in)grata surpresa de saber um por um agente da imigração, noaeroporto no Texas que: ou eles se casam ou ele não entra mais nos EUA. Para duas pessoas que juraram não se casar, isso é quase uma sentença de prisão perpétua ...

Esse livro é vendido, como uma "continuação" de Comer,rezar, amar, mas na verdade é um livro  totalmente distinto. Elisabeth Gilbert aproveita o ultimato do governo americano para escrever sobre a instituição do casamento, desde as origens até os dias atuais. Ela tenta responder porque as pessoas ainda se casam, como se casam e como o casamento é visto  em diversas culturas.

Não espere grande profundidade na pesquisa dela, a intenção não é essa. A ideia é fazer um reflexão  sobre o casamento enquanto não se casa, e só. Isso garante um livro sobre curiosidades matrimoniais bem
divertido e gostoso de ler .

Amanda Cordeio, 33 anos, é vendedora de livros amadora, aprendiz de economista e fashionista quando o dinheiro dá. E, apesar de fã de literatura mulherzinha, lê coisa séria de vez em quando.

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